Manuel Marques
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Como um farol num mar desconhecido
Data: 14/08/2008
Créditos:
Autoria e voz: Manuel Marques
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Ao mesmo tempo que nos tocamos

Numa vida paralela

De sonhos desencantados

Avisto a Terra sagrada dos deuses profanos

Onde o amor jaz escondido

 

Ao seguir sozinho o caminho sem trevas

Apesar das queixas dos entendidos

Do contrário da felicidade

E da ausência do sorriso

Sigo temerário

 

E ao abandonar a minha Terra

A minha vida solidamente evaporada

Como se os sonhos fossem um mero pesadelo

Desviando a atenção do precipício

Sigo entediado

 

E ao ver a minha Terra ao longe

Lanço-me ao mar revolto

Rodeado por um remoinho enfurecido

E subo em vez de descer

Um anjo segura o meu medo

 

E ao perceber a mística razão

A lógica dos sentidos perdidos

Num qualquer conceito de divino

Não posso deixar de pensar em reconstrução

Em reviver a vida de outra forma

 

E ao sentir a perdição acercar-se

Acaricio a alma com indiferença

Ao temor pelo destino

Venha o que vier

Que estou sempre pronto para receber

Apesar do desconhecido

Apesar de me sujeitar ao nada...

 

 

 

in O MEDO DO DIA SEGUINTE, MAGNA EDITORA, 2007

Enviado por Manuel Marques em 10/04/2007
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